 O esperanto
é uma língua elaborada pelo poliglota e
oftalmologista polonês Lazáro Luiz Zamenhof, em 1887. Seu
objetivo não é o de substituir nenhum idioma nacional. Ao
contrário, os esperantistas sabem o valor de uma língua,
pois essa também representa a cultura de um povo. Portanto, sua
intenção é ser uma segunda língua,
viabilizando um mundo onde não existam fronteiras
linguísticas. O uso do esperanto atualmente se faz útil
principalmente pela razão dele ser absolutamente neutro.
Portanto dizemos: “para cada povo uma língua, para todos o
esperanto”.
E
o inglês? O
inglês é uma língua nacional. Por mais que
estudemos uma língua, jamais estaremos em pé de igualdade
com uma pessoa que tenha essa como sua língua materna. O poder
da palavra é grande demais para que uma povo exerça uma
relação de superioridade em relação a
outro. Aquele que tem sua língua materna como a oficial em algum
congresso internacional leva vantagem em relação ao outro
que não a tem. Devido ao esperanto não ser língua
materna de nenhum povo, todos podem utilizá-lo na mesma
relação de igualdade.
O
inglês hoje
realmente é usado em alguns meios
científicos. Mas isso é uma exceção. Mais
de 99% das pessoas que estudam alguma língua estrangeira
não a utilizam. O gasto com o estudo de línguas e
traduções simultâneas na ONU e União
Européia (UE) é superior aos orçamentos da maioria
dos países africanos. Os gastos com o estudo de linguas
extrangeiras nas escolas em
todo o mundo, notadamente o inglês, é inestimável e
não alcança seu objetivo. Com muito menos gasto de
dinheiro, de tempo e de
esforco, através do esperanto se consegue resultados muito
melhores.
E por que
essa neurose
ocorre? Ocorre porque temos medo do
desconhecido e
não queremos conhecer a solução. A isso chamamos
síndrome de Babel. Essa síndrome existe porque há
uma hegemonia linguística-econômica-cultural dominada
pelas superpotências. Mas isso não dura para sempre. O
poder que o inglês exerce hoje já foi exercido pelo grego,
pelo latin e pelo francês.
Muitos
já se vacinam contra essa síndrome. A UE faz
traduções em mais de 20 línguas
(solução pouco eficaz, mas
que evita a hegemonia inglesa. O esperanto também é uma
proposta); as línguas asiáticas são as que mais
crescem
na internet. Até 1997 o inglês era usado por mais de 90%
das
páginas existentes na rede. Em 2003 este valor caiu para menos
que 50%. Esta
queda se dá em função do crescimento de outras
línguas
pela rede, principalmente as asiáticas e a francesa (veja http://www.emarketer.com).
O
esperanto também ocupa seu espaço cibernético.
Pelo serviço de busca http://www.google.com,
ele aparece como a 24° língua mais usada. No seviço
de listas de discusão http://br.groups.yahoo.com, na
seção de línguas, o esperanto é uma das
línguas que mais existem grupos de discussão. Imagine o
que é você estar discutindo os mais variados assuntos, com
pessoas das mais diversas partes do mundo, no mesmo
pé-de-igualdade?
Muitos
ainda acreditam que o esperanto não é
uma língua viva. Ora, o que vem a ser uma língua viva?
Para ser viva, ela deve ser usada por um grupo de pessoas. O esperanto
é falado diariamente por
milhares de pessoas tanto na internet como em diversos encontros de
pessoas
viajando pelo mundo afora. Mais alguém ainda poderia dizer: ah,
mais
uma língua deve ter um povo. Para isso os esperantistas
constumam
dizer que "cada povo criou a sua língua, o esperanto criou o seu
povo". Existem também todos os anos diversos encontros
regionais, nacionais e mundial de esperantistas.
O
esperanto é pelo menos sete vezes
mais
fácil de se aprender do que qualguer outra língua.
Existem
vários grupos e entidades com os mais variados fins que o usam
(médicos
sem fronteiras, biólogos, xadrezistas, culinárias,
astrônomos, etc); existem grupos e federações em
mais de 110 países. Estima-se que em todos
os continentes existam mais de 10
milhões de esperantistas. No Brasil, todos estados têm
suas associações, além de muitas cidades terem
seus grupos ou clubes locais.
Considerando que a maioria das
grandes línguas têm centenas ou milhares de anos, o
esperanto é ainda uma criança. Porém, uma
criança prodigiosa, pois já conseguiu espaço
jamais alcançado por outra língua em tal tempo.
Veja
também: Por Que o Esperanto?
e Breve Introdução à
Gramática do Esperanto
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http://www.akademio-de-esperanto.org
Akademio de Esperanto (Instituto Independente da Língua
Esperanto); em
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