PORTO ALEGRE, DOMINGO, 14 DE FEVEREIRO DE 1999

Aprenda Html e Esperanto na Web

Site oferece informações sobre o idioma e o curso, oferecido gratuitamente na rede

sítio

Para os usuários que gostam de aproveitar as oportunidades oferecidas na Web para incrementar seus conhecimentos, as férias são um bom momento para iniciar cursos pela Internet. Melhor ainda se eles forem gratuitos. Esse é o caso de dois novos cursos, um de HTML e outro de Esperanto. Quem está interessado em criar home pages deve acessar o recém-lançado internet.br Universite, a central de cursos via internet da revista Internet.br.

O projeto tem parceria com a empresa MHW, que desenvolveu a ferramenta de ensino à distância Universite. O curso ficará disponível até o dia 20 de março. Cursos disponíveis: HTML Avançado, ICQ, Java, JavaScript, Base de Dados na Web e Shockwave Flash

O curso de Esperanto tem acompanhamento de monitores do Kultura Centro de Esperanto (SP) e pode ser baixado (http://pagina.de/curso.esperanto) para Windows 95 ou superior. Ele se divide em três seções básicas: gramática, exercícios e vocabulário básico (português-esperanto, esperanto-português). São 12 lições, cada uma com dez páginas e explicações gramaticais com dificuldades crescentes. O curso abrange os níveis básico e intermediário, e o vocabulário contém as 700 palavras mais usuais. Segundo o desenvolvedor, Adonis Saliba, o curso contém toda a gramática do esperanto.

Mais informações sobre a língua e o curso em http://pagina.de/kec

Correio do Povo - Porto Alegre - RS - Brasil



Língua

Esperanto é novo curso em Caraguá

Caraguatatuba

O Esperanto, uma língüa internacional criada em 1887, tem marcado o município de Caraguatatuba. A cidade, que já tem uma praça em homenagem ao filólogo Lázaro Zamenhof e até uma página na internet, passa a contar com um curso oferecido gratuitamente pela Fundacc (Fundação Cultural de Caraguatatuba).

O responsável pelo curso, o médico Maurício Monken, mostra o fascínio pela língüa, que tem uma das missões mais ousadas: "transformar a humanidade em uma grande família". É dessa maneira que o Esperanto está entre a liderança das cem língüas minoritárias do mundo.

Com uma aula semanal, de 1h30, o aluno terá contato o idioma planejado, que mistura latim, alemão e inglês, entre outras língüas. "Cada povo fez o seu idioma e só o Esperanto fez o seu povo", ensina Monken. O curso será oferecido a partir de terça-feira na escola Adaly Coelho Passos, no centro da cidade.


Vale do Paraíba, domingo, 28 de fevereiro de 1999
Copyright © O ValeParaibano 1999



Primeiro texto foi publicado em 1898

Infono esperantisto
Os imigrantes europeus trouxeram o esperanto para o Brasil. Em 12 de abril de 1898 foi publicado o primeiro texto nesta língua aqui no país, no jornal O Paiz.
Em março de 1906 foi fundado o Suda Stelaro (Cruzeiro do Sul) em Campinas, primeiro clube esperantista. Ele existe até hoje com o nome Campinas Esperanto-Klubo.
O Brasil foi o primeiro país no mundo a declarar o esperanto como língua clara para telegrafia.
A Liga Brasileira de Esperanto, de 21 de julho de 1907, é mais antiga que a Associação Mundial de Esperanto.


Esperanto tem 112 anos

O esperanto foi criado em 1887 pelo médico polonês Ludwig Lazar Zamenhof. A cidade em que ele vivia não era grande, mas havia pessoas de várias origens que falavam línguas diferentes, o que provocava desentendimentos.
O médico estudou o latim, o hebraico e o grego, além de línguas modernas como o francês e o inglês. Começou a elaborar uma língua que pudesse ser comum para o relacionamento de pessoas de várias origens. Surgiu então o esperanto.

Gramática é simples


Uma das facilidades do esperanto é sua gramática com apenas 16 regras, sem exceções,. Seu vocabulário tem origem em línguas latinas, germânicas, eslavas e gregas.



Redescoberta pela Internet

O pai de Cristóvão, Roberto, confirma que sempre conversou em esperanto com o filho. "Nunca falei em português com ele", recorda. "Para mim, este é um jeito de dar uma outra língua ao meu filho".
Ele acha que o esperanto garante uma coisa que nehuma outra língua oferece: a chance de falar com o mundo de forma neutra, pois não é de nenhum país. "Ela é reconhecida como língua internacional pela ONU e pela UNESCO", explica.
Segundo Roberto, cerca de 20 mil pessoas falam esperanto no Brasil. "A Internet provocou uma redescoberta desta língua".

Congresso Brasileiro será em Julho

Além de manter correspondência, os esperantistas (como são chamados os que falam esperanto) encontram-se nos congressos mundiais realizados anualmente.
Este ano será em agosto, em Berlim, na Alemanha. O congresso brasileiro será dia 16 de julho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Os esperantistas têm ainda um sistema de hospedagem gratuita com 870 endereços em 75 países.


Uma língua que une os povos

Já pensou em visitar vários países e conversar com pessoas em uma língua comum a todos? Esta é a idéia do esperanto, que pretende ser a língua internacional de todos os povos. Ela vem ganhando espaço na Internet e também na literatura. Um garoto de 11 anos já traduziu dois livros do Ziraldo para esta língua.

Para Cristóvão Resende, 11 anos, o esperanto é sua língua, além do português. "Desde que nasci meu pai só fala comigo em esperanto", comenta. "Acho bom porque eu posso me comunicar com vários países", diz o menino, que já participou de congresos em Cuba, Panamá, Japão, França e Coréia.
Cristóvão acha o esperanto bem mais fácil do que o português. "Em um ano você já fala fluentemente porque o esperanto é fonético, cada letra tem um só som", explica.
Na escola, os amigos ficam curiosos e perguntam como é esta ou aquela palavra em esperanto. "Às vezes até cansa".



MANIFESTO DE PRAGA

Eo po la tuta mondo (O manifesto abaixo foi emitido no quadro das realizações do 81º Congresso Mundial de Esperanto, em Praga, República Tcheca, 1996. O texto original encontra-se no número de setembro de 1996 da revista Esperanto, órgão oficial da Associação Mundial de Esperanto, sediada em Rotterdam - Holanda).

MANIFESTO DO MOVIMENTO EM FAVOR
DA LÍNGUA INTERNACIONAL ESPERANTO

Nós, membros do movimento mundial para promoção do Esperanto, dirigimos este manifesto a todos os governos, organizações internacionais e pessoas de boa vontade. Declaramos a nossa firme intenção de continuar trabalhando para os fins aqui expressos e convidamos todas as pessoas e coletividades a aderir ao nosso esforço.
Lançado em 1887 como projeto de língua auxiliar para comunicação internacional, e promovido rapidamente a língua viva, rica de nuances, o Esperanto funciona já há mais de um século para ligar os homens para além das barreiras lingüísticas e culturais. Entrementes, os fins dos seus falantes não perderam nem importância nem atualidade. Nem o uso em escala mundial de algumas línguas nacionais, nem os progressos nas técnicas de comunicação, nem a descoberta de novos métodos de ensino de línguas realizarão provavelmente os seguintes princípios, que consideramos essenciais para uma ordem lingüística justa e eficaz.

Democracia

Um sistema de comunicação que toda a vida privilegia umas pessoas, mas exige de outras que invistam anos de sacrifícios para atingirem um maior grau de preparação, é fundamentalmente anti-democrático. Se bem que, como qualquer outra língua, não seja perfeito, o Esperanto bate qualquer rival na questão da comunicação igualitária em escala mundial.
Temos como certo que a desigualdade linguística tem como resultado a desigualdade na comunicação em todos os níveis, inclusive no nível internacional. Somos um movimento a favor da comunicação democrática.

Educação transnacional

Cada língua étnica está ligada a uma determinada cultura e a uma nação ou grupo de nações. Por exemplo, o aluno que estuda inglês aprende sobre a cultura, geografia e política dos países anglófonos, principalmente dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. O aluno que estuda Esperanto aprende sobre um mundo sem fronteiras em que cada país se apresenta como seu lar.
Temos como certo que a educação através de uma língua étnica, qualquer que seja, está ligada a uma determinada perspectiva sobre o mundo. Somos um movimento a favor da educação transnacional.

Eficácia pedagógica

Apenas uma pequena porcentagem dos que estudam uma língua estrangeira chega a dominá-la. O domínio total do Esperanto consegue-se até mesmo pelo método autodidático. Há diversos estudos que descrevem os efeitos propedêuticos para o aprendizado de outras línguas. O Esperanto recomenda-se também como disciplina básica em cursos para tomada de consciência linguística por parte dos alunos.
Temos como certo que a dificuldade das línguas étnicas sempre representará um obstáculo para muitos alunos, que contudo tirariam proveito do conhecimento de uma segunda língua. Somos um movimento a favor de um ensino eficaz das línguas.

Plurilingüismo

A comunidade esperantófona é uma das poucas comunidades linguísticas em escala mundial cujos membros são, sem exceção, falantes de duas ou mais línguas. Todos os membros dessa comunidade aceitaram a tarefa de aprender pelo menos uma língua estrangeira até o nível coloquial. Em muitos casos, isso conduz ao conhecimento de, e ao amor por, diversas línguas e de um modo geral a um horizonte pessoal mais vasto.
Temos como certo que os falantes de todas as línguas, grandes ou pequenas, deveriam dispor de uma oportunidade para dominar uma segunda língua até um alto grau de comunicação. Somos um movimento para dar essa oportunidade.

Direitos lingüísticos

A desigual distribuição de forças entre as línguas constitui uma receita para uma permanente insegurança linguística, ou para uma opressão linguística direta, quanto a uma grande parte da população mundial. Na comunidade esperantófona, os falantes de línguas grandes e pequenas, oficiais e não-oficiais, reúnem-se em terreno neutro, graças à vontade recíproca de compromisso. Este tipo de equilíbrio entre direitos linguísticos e responsabilidades abre um precedente para fazer desenvolver e ponderar outras soluções para a desigualdade linguística e para os conflitos linguísticos.
Temos como certo que as grandes diferenças de forças entre as línguas minam as garantias expressas em tantos documentos internacionais, de tratamento das línguas por igual, sem distinção. Somos um movimento a favor dos direitos linguísticos.

Diversidade linguística

Os governos nacionais tendem a considerar a grande diversidade de línguas no mundo como uma barreira à comunicação e ao desenvolvimento. Para a comunidade esperantófona, por outro lado, a diversidade linguística é uma permamente e indispensável fonte de riqueza. Consequentemente, todas as línguas, como todas as espécies de coisas vivas, são valiosas em si mesmas e dignas de proteção e apoio.
Temos como certo que a política de comunicação e desenvolvimento, se não for baseada no respeito e apoio a todas as línguas, condena à morte a maioria das línguas do mundo. Somos um movimento a favor da diversidade linguística.

Emancipação do Homem

Todas as línguas libertam ou amarram os seus falantes, dando-lhes o poder de comunicar entre si ou criando obstáculos à comunicação com outros. Planejado como meio de comunicação universal, o Esperanto é um dos grandes projetos em prática para a emancipação do homem -- projeto para possibilitar a todos os homens participarem como indivíduos na comunidade humana, com firmes raízes na sua identidade cultural e lingüística, mas de modo não limitado a elas.
Temos como certo que o uso exclusivo de línguas nacionais inevitavelmente levanta obstáculos de expressão, comunicação e associação. Somos um movimento a favor da emancipação do Homem.

Praga, 27 de Julho de 1999


Resposta de um "utopista" a um "realista" Vivaldo Marcelino da Silva

O Sr. Sérgio escovedo, enfurnado na redação do seu jornal, parece que perdeu contato com o mundo, embora as suas arrogantes e pretenciosas afirmações queiram indicar o contrário.

Vejamos o que ele diz no Informe C, de A Cidade, de 16/11/99:

1- "Com todo respeito aos utopistas, a possibilidade de o Esperanto se tornar língua viva é muito remota."

Trata-se de afirmação desmentida pelos fatos, emanada de quem fala do que não conhece.

O Esperanto já é uma língua viva. E falado por um povo que utiliza essa "obra prima de simplicidade e lógica" para se comunicar, embora este povo não ocupe um espaço contínuo, mas esteja disperso através do planeta. É por isso considerado hoje uma língua transnacional.

Língua viva contrapõe-se a língua morta. Uma língua morre quando pára no tempo por falta de usuários, deixando, em coseqUência, de acompanhar o progresso humano.. O Esperanto, entretanto, desde sua criação em 1887, vem seguindo passo a passo a evolução da humanidade, incorporando ao seu vocabulário diariamente, com a roupagem que lhe é peculiar, novos termos para expressar as novas idéias e criações do homem em todos os campos do saber.

Neste ponto, aliás, o Esperanto tem revelado até agora maior agilidade para assimilar o progresso do que muitos idiomas, como o português, hoje inçado de palavras importados diretamente do inglês, sem qualquer adaptação à prosódia e ortografia da nossa língua.

Vários fatos provam que o Esperanto é hoje sem dúvida uma língua viva, usada por um contigente bastante grande de pessoas:

-Poderosas estações de rádio de alcance internacional de importantes capitais transmitem programas em Esperanto: Viena, Roma , Pequim, Varsóvia, Havana, Vaticano, etc., algumas com diversas transmissões diárias de até meia hora cada. Se transmitem é porque sabem que há uma audiência razoável a justificar os gastos com estas transmissões. Certamente não esperam serem ouvidos pelos mortos ou extratereestres.

-Há boa literatura originalmente escrita em Esperanto, o que levou o Pen Club International a reconhecê-lo como língua literária. Se há escritores, há leitores. Há ótimas revistas internacionais sobres assuntos da atualidade que nada perdem no seu conteúdo para as existente nas grandes línguas. Se existem é porque há assinantes e leitores.

- Este ano foi apresentada a candidatura do poeta esperantista escocês William Auld ao Prêmio Nobel de Literatura. Embora não ganhasse, a candidatura foi aceita entre as que concorreram ao prêmio. Sê-lo-ia se no entender da comissão julgadora o Esperanto fosse uma bobagem e as obras apresentadas não tivessem o nível literário requerido para concorrer a prêmio de tal magnitude?

- No final de julho deste ano realizou-se em Berlim mais um Congresso Universal de Esperanto com milhares de participantes de dezenas de países. O evento chamou a atenção de toda a imprensa alemã. O Diretor Geral da UNESCO e o Secretário Geral da ONU enviaram longas mensagens de congratulação. Fariam isso, se pensassem como o Sr. Escovedo?

2- "Elas (as línguas) são anteriores aos homens e permanecem após sua morte."

Não entendi. As línguas são anteriores aos homens? Eram faladas por quem? Pelos bichos? As línguas brotaram da terra ou foram criação do próprio homem?

3- "Mas no terceiro milênio, queiram ou não queiram (os esperantistas) a língua mundial será o inglês, que acompanhou esse outro império forjado pelos britânicos e norte-americanos."

Mais uma vez o Sr. Escovedo me dá razão quando digo que está por fora.

Or. Gilson Schwartz, da Folha de São Paulo, na coluna Tendências Internacionais, pensa diferente e diz que estudos já levaram à conclusão que a Internet não conseguirá universalizar o inglês.

Estastísticas provam que o uso de outros idiomas na Internet, inclusive o Esperanto, aumenta numa proporção muito maior do que o do inglês, que era até pouco tempo atrás praticamente o único utililizado nessa rede. A Internet não será o golpe de misericórida no Esperanto, para tristeza dos fãs do "império forjado pelos britâncios e norte americanos".

Os esperantistas são defesnsores intransigentes das línguas vernáculas, porque representam herança cultural valiosa de cada povo.

O Esperanto não busca substituir as línguas nacionais. Quer ser apenas a língua internacional neutra para ser usada nas comunicações entre pessoas que falam idiomas diferentes. Ao contrário do inglês que invade os espaçoes das línguas nacionais, corrompendo e ameaçando-as de extinção.

Assunto muito debatido atualmente que o Sr. escovedo parece desconhecer.


Software mostra as primeiras lições de Esperanto

Luis Paulo de Sá
Gazeta On Line


Neniu scias paroli Esperanton, ou em bom português, ninguém sabe falar esperanto. Era isso o que os integrantes da banda Titãs diriam em "Miséria" e, contrariando a letra da canção, cerca de dois milhões de pessoas do mundo inteiro compreenderiam a frase na língua, que foi criada há mais de um século para servir de segundo idioma de todas as nações.

Existem diversos modos de aprender e na Internet não faltam páginas sobre o assunto, além de cursos, por e-mail ou on line, e softwares educacionais. Um destes é o
VinKE (Vindoza Kurso de Esperanto), lançado para os sistemas operacionais Windows 95/98, e que traz o essencial para o usuário dar os primeiros passos no aprendizado da língua.

Criado pelo mineiro Adonis Saliba, VinKE traz lições gramaticais e dados sobre o esperanto. "Fiquei preocupado com que o curso fosse muito gramatical, mas tudo o que importa realmente está lá," diz Saliba. O primeiro curso do tipo chamava-se "Curso de Esperanto pelo Computador", rodava no MS-DOS e foi criado em 1992, demorando mais de três meses para ficar pronto. Como tinha apenas 300kb ele podia ser copiado facilmente em disquetes de 3"1/2, o que facilitou sua distribuição. Além disso, era mais completo que VinKE porque incluía também um jogo para encontrar o nome da palavra.

O próximo passo na atualização do programa, prevista para julho deste ano, é a inclusão de sons para auxiliar na pronúncia das palavras e a inclusão de uma agenda de nomes e e-mails, para facilitar o contato com os novatos, e do software Skribo (Elektronika Tekstoprilaborilo kun ebleco por supersignadi en diversaj latinidaj lingvoj), atualmente shareware, que permite que o usuário escreva com os caracteres do esperanto. A tradução do texto em português para o esperanto, para que esperantistas do mundo inteiro possam vertê-lo para outras línguas, também está nos planos de Saliba. VinKE tem 397 KB e pode ser encontrado
aqui na BEL.

Especial da Gazeta do dia 20/01/99 inclue::

Software mostra as primeiras lições de Esperanto
Idioma é ensinado no Estado
Esperantistas reconhecem preconceito
Serviço